Mais um ano ... precisamente 98.
Por aqui a tradição continua a ser o que era, olhinhos mais abertos ou a meio gás, mas a cerimónia dos óscares é para ser vista em direto, talvez por este ano ter sido relativamente mais cedo parece que a magia habitual ficou um bocadinho aquém ...
Se no ano passado Conan O'Brien surgiu da barriga de Demi Moore, este ano veio como "Tia Gladys", e na sua nova pele entrou pelo mundo de vários nomeados, em grande estilo e sem desiludir.
Com tudo o que se passa no mundo esperava que alguém tivesse coragem e a plenos pulmões fosse capaz de soltar tudo o que vai na alma da maioria, mas ...
Conan fez algumas "piadas" acutilantes mas assim meio rápidas e quase a medo, segurança, ataques, estratégias, reuniões ... foram mencionadas assim quase em tom de "passar despercebido", com migrantes, ballet, e outros temas e entrarem na conversa.
No momento "caótico" que vivemos, como apelidou, é tempo de fazer isto com a "esperança de um mundo melhor, com partilha e união entre culturas diferentes", e aqui sim a plateia soltou algumas palavras de ativismo que rapidamente foram "engolidas" pelas palmas.
Não sinto que "Pecadores" foi o grande derrotado, pois apesar de "Batalha atrás de Batalha" ter vencido, as nomeações em 16 categorias diferentes serão sempre de "Pecadores" até que outro o supere, e isso poderá levar muitos anos.
Destaque para Jimmy Fallon que deu algumas "alfinetadas" a crises políticas e sociais pedindo que nunca nos tirem a liberdade de expressão , para o discurso emotivo da equipa de "All the Empty Rooms", e ainda as frases sentidas no discurso de "Mr. Nobody Against P...", como "parem as guerras", "escolha moral", "pelo menos pelas crianças" ...
Momento musical da cerimónia sem dúvida que vai para os Pecadores, com um belo tema, uma bela coreografia e as mensagens subliminares (ou não) em palco que conseguiram ser aplaudidos de pé.
As "Guerreiras" da K-Pop conseguiram iluminar o Dolby Theatre, mas pouco mais agarrou a plateia.
Como momento fofo da noite valeu o "Baby Yoda" sentado na plateia, que apesar de não conseguir aplaudir conquistou com a sua fofurice.
Na passadeira vermelha também não senti nenhum "uau", laços, lacinhos e laçarotes foi o mais comum, mas também aqui senti que o fator "magia" chegou meio apagado, alguns estruturados, outros longos e soltos, alguns que me deixaram abesbílica, mas no geral tudo muito contido.
Os meus favoritos
⭐Top 3
Pregadeiras e pins com mensagens de paz, igualdade, respeito, a alguns símbolos como pombas brancas surgiram (muito) subtilmente nas lapelas, à excepção de Javier Bardem que sem medo não se mostrou nada subtil.
No geral, a cerimónia contou com uma nova categoria, um empate, um recorde de nomeações, piadas fracas ou quase inexistentes, "bilhetinhos non sense", com discursos contidos e controlados, com uma sensação estranha no ar ... até as sentidas homenagens aos que foram partindo, parece que foram meio a "despachar". E os que foram esquecidos ? Como dizia alguém muito famoso "chamem as coisas pelos nomes, para o bem e para o mal".
Na minha modesta opinião, o bigode do Leonardo DiCaprio teve mais destaque que as "tristezas relevantes" do mundo atual ...
Venham os próximos.
Cuidem-se
💋
* créditos de imagens da Getty Images *




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